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	<title>Da Forma e da Função</title>
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	<description>Reflexões sobre o mote &#34;A Forma Segue a Função&#34; no Modernismo.</description>
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		<title>Da Forma e da Função</title>
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		<title>Onde Sullivan se esqueceu de Emerson</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 18:52:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lulaassassina</dc:creator>
				<category><![CDATA[História do Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[Louis Sullivan]]></category>
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		<description><![CDATA[Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. &#8211; (Mateus 22:21) Embora tenha sido o ensaio Natureza que perpetuou a celebrização de Emerson, é no Confiança em Si que vemos, com mais clareza, onde os seus subsequentes deixaram de espelhar Emerson. Apontando, no caso de Sullivan, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daformaedafuncao.wordpress.com&amp;blog=11847193&amp;post=38&amp;subd=daformaedafuncao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Dai,  pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. &#8211; (Mateus  22:21)</p></blockquote>
<p>Embora tenha sido o ensaio <em>Natureza</em> que perpetuou a celebrização de Emerson, é no <em>Confiança em Si</em> que vemos, com mais clareza, onde os seus subsequentes deixaram de espelhar Emerson.</p>
<p>Apontando, no caso de Sullivan, é na transferência do <em>Ser</em> para uma supra-entidade que se instala a incongruência para com o pensamento de Emerson.<span id="more-38"></span></p>
<p>Explicando, Emerson formula a sua tese no pressuposto que cada indivíduo é um universo auto-contido, capaz de se expandir em si próprio. Defende, também, que qualquer ortodoxia, sem a ponderação cuidada no<em> Eu</em>, ou seja, qualquer assimilação mecanizada de um conhecimento, sem filtro ou triagem interior, é um afastamento de <em>Si</em>. Logo, o entendimento teísta deve ser formulado individualmente, longe da tradição e do hábito, de uma forma abnegada, e, portanto, a transferência da nossa responsabilidade para uma entidade extra-pessoal não nos serviria à virtude.</p>
<p>Mesmo quando Emerson fervilha a criar supra-entidades, como a <em>Natureza</em>, fá-lo contemplando, elevando-se e não se deixando esmagar. Isto é, mesmo o que no homem é apenas alcançável pela intuição ou devir (como a percepção de Deus), não deve ser plantando interiormente como algo dogmático, seja por aprovação ou reprovação. Daí ser muito pouco credível que possamos falar pela vez dessas entidades e que, segundo Emerson, essas epifanias são manifestações da <em>vontade</em>.</p>
<p>No entanto, Emerson não descredibiliza a vontade, bem pelo contrário: a <em>vontade</em> é um motor grandioso do Homem e cada indivíduo deve confiar na sua.</p>
<p>Isto para notarmos que Sullivan faz o percurso inverso: o que seria a sua vontade, a sua epifania, no contexto do pensamento de Emerson, era uma manifestação da Natureza e não de si; ele apenas a viu, claro como água.</p>
<p>O perigo da atribuição da causa do que é nosso a algo supremo é colocar-nos na posição de <em>Escolhido</em> para a <em>Revelação</em>. Se assim é, se me foi atribuída uma revelação suprema, de uma entidade perfeita e inequívoca, o que recebo é aquilo-que-É, ou seja, um caminho único, tão perfeito e inequívoco como a entidade que a criou. Mas, se Emerson nos conduz até mostrar que a epifania é uma manifestação da vontade, seremos nós &#8211; ou a nossa vontade &#8211; perfeitos e inequívocos?</p>
<p>A questão nem se trata de diagnosticar a qualidade da nossa existência: o que me parece, por aqui, é que se trata de um problema de credibilidade. É muito mais simples aprovarmos socialmente as nossas ideias, se estas provirem de alguma fonte intocável, magnânima e inequívoca, do que assumi-la como manifestação da nossa vontade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daformaedafuncao.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daformaedafuncao.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daformaedafuncao.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daformaedafuncao.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daformaedafuncao.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daformaedafuncao.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daformaedafuncao.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daformaedafuncao.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daformaedafuncao.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daformaedafuncao.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daformaedafuncao.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daformaedafuncao.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daformaedafuncao.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daformaedafuncao.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daformaedafuncao.wordpress.com&amp;blog=11847193&amp;post=38&amp;subd=daformaedafuncao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Buda vs Nietzsche</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lulaassassina</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fait-divers]]></category>
		<category><![CDATA[História do Pensamento]]></category>
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		<description><![CDATA[A questão é: se Buda e Nietzsche se defrontassem, poderia algum de eles apresentar argumento que apelasse para um ouvinte imparcial? Não estou a pensar em argumentos políticos. Podemos imaginá-los perante o Omnipotente, como no primeiro capítulo do Livro de Job, dando conselho para a espécie de mundo que ele criara. Que poderiam dizer? Buda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daformaedafuncao.wordpress.com&amp;blog=11847193&amp;post=34&amp;subd=daformaedafuncao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A questão é: se Buda e Nietzsche se defrontassem, poderia algum de eles apresentar argumento que apelasse para um ouvinte imparcial? Não estou a pensar em argumentos políticos. Podemos imaginá-los perante o Omnipotente, como no primeiro capítulo do Livro de Job, dando conselho para a espécie de mundo que ele criara. Que poderiam dizer?<span id="more-34"></span></p>
<p>Buda começaria por falar dos leprosos, segregados e miseráveis; dos pobres, a trabalhar com faces pálidas e mal alimentados; dos feridos na guerra, a morrer em agonia lenta; dos órfãos, maltratados por guardas cruéis; e até os mais felizes, preocupados com o pensamento do desastre e da morte. Para este fardo de tristeza, diria ele, só há uma salvação e essa é pelo amor.</p>
<p>Nietzsche, que só a Omnipotência poderia evitar que interrompesse, bradaria por sua vez: &#8220;Justos céus, homem, tens de aprender a ser duro. Por que chorar o sofrimento do vulgo? Ou que importa que os grandes homens sofram? As pessoas vulgares sofrem de maneira vulgar; os grandes homens sofrem de maneira grandiosa e os grandes sofrimentos não devem lamentar-se porque são nobres. O teu ideal é puramente negativo, ausência de sofrimento, que fica assegurado pela não-existência. Eu tenho ideias positivas: admiro Alcibíades, o imperador Frederico II e Napoleão. Por causa de tais homens toda a miséria vale a pena. Apelo para Ti, senhor, como o maior dos artistas criadores; não deixes desviar os teus impulsos artísticos pelo degenerado resmungar medroso de este miserável psicopata.&#8221;</p>
<p>Buda, que na corte do céu aprendeu toda a história desde a sua morte, e dominou a ciência, deleitado com o conhecimento e entristecido pelo uso que os homens lhe dão, replica com urbanidade calma: &#8220;Erras, professor Nietzsche, supondo puramente negativo o meu ideal. É certo que tem um elemento negativo, a ausência de sofrimento; mas contém tanto de positivo como a tua doutrina. Embora se admiração especial por Alcibíades e Napoleão, também tenho os meus heróis: o meu sucessor Jesus, que disse aos homens que amassem os seus inimigos; os homens que conseguiram dominar as forças da natureza e obter alimento com menos trabalho; os médicos que mostravam como diminuir a doença; os poetas, artistas e músicos, que captaram esplendores da beatitude divina. Amor, conhecimento, deleite da beleza não são negações; são quanto basta para encher a vida dos maiores homens que têm existido.&#8221;</p>
<p>&#8220;Apesar disso&#8221;, responde Nietzsche, &#8220;o teu mundo seria insípido. Deverias estudar Heraclito, cujas obras existem na biblioteca celeste. O teu amor é compaixão provinda do sofrimento; a tua verdade, se fores honesto, é desagradável, e só conhecida através do sofrimento; e, quanto à beleza, que há mais belo do que o tigre, beleza devida ao esplendor da sua ferocidade? Não, se o Senhor se decidir pelo teu mundo, receio que morramos todos de aborrecimento.&#8221;</p>
<p>&#8220;<em>Tu</em> podias&#8221;, responde Buda, &#8220;porque amas a pena e o teu amor da vida é ficção; mas os que realmente amam a vida seriam felizes, como ninguém pode ser no mundo tal qual é.&#8221;</p>
<p>Por mim concordo com Buda como o imaginei; mas não sei provar que ele tem razão por argumentos do tipo dos usados em questões matemáticas ou científicas. Detesto Nietzsche porque ele gosta de contemplar a pena, porque eleva uma fantasia a dever; porque os homens a quem admira são conquistadores, cuja glória é a perícia de matar homens. Mas penso que o último argumento contra a sua filosofia, como contra a sua ética desagradável mas internamente consistente, não está no apelo a factos mas a emoções. Nietzsche despreza o amor universal; eu sinto-o força motriz de tudo que desejo quanto ao mundo. Os seus sequazes tiveram a sua vez; podemos esperar que esteja muito perto do fim.</p></blockquote>
<p>RUSSEL, Bertrand, in <em>História da Filosofia Ocidental</em>, <em>Tomo II</em>, Círculo de Leitores, 1977</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daformaedafuncao.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daformaedafuncao.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daformaedafuncao.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daformaedafuncao.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daformaedafuncao.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daformaedafuncao.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daformaedafuncao.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daformaedafuncao.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daformaedafuncao.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daformaedafuncao.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daformaedafuncao.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daformaedafuncao.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daformaedafuncao.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daformaedafuncao.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daformaedafuncao.wordpress.com&amp;blog=11847193&amp;post=34&amp;subd=daformaedafuncao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Supra-Entidades I</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 23:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lulaassassina</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(&#8230;) não se deve pensar que é necessário pressupor a existência de Deus como um fundamento de toda a obrigação em geral (pois, como foi suficientemente mostrado, esta repousa unicamente na autonomia da própria razão). O que pertence ao dever aqui é apenas o empenho em produzir e promover o bem supremo no mundo, cuja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daformaedafuncao.wordpress.com&amp;blog=11847193&amp;post=12&amp;subd=daformaedafuncao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="color:#333333;"><em>(&#8230;) não se deve pensar que é necessário pressupor a existência de Deus como</em> um  fundamento de toda a obrigação em geral<em> (pois, como foi  suficientemente mostrado, esta repousa unicamente na autonomia da  própria razão). O que pertence ao dever aqui é apenas o empenho em  produzir e promover o bem supremo no mundo, cuja possibilidade pode  portanto ser postulada, dado que para a nossa razão isto só é pensável  sob o pressuposto de uma inteligência suprema;</em></span></p>
<p><span style="color:#333333;"><em>Crítica da Razão Prática</em>, Immanuel Kant</span></p>
<p><span style="color:#333333;"><br />
</span></p></blockquote>
<p>Assim como no período clássico grego, o Modernismo foi uma época especialmente fértil na criação de supra-entidades: da Máquina ao Progresso, passando pela Natureza, ressuscitando a Razão e saturnizando a Sociedade, legitimando a Ciência.</p>
<p>Se, por um lado, Kant não se objecta à existência de Deus, opõe-se, claramente, ao depósito compulsivo da razão de todas as coisas em Deus. E aqui surge, provavelmente, o momento inaugural da desconstrução do pensamento teleológico ocidental.<span id="more-12"></span></p>
<p>Ironicamente, este estilhaçar potenciou a replicação de novas supra-entidades de depósito, permitindo ao Homem um novo esquecimento de si. Por outro lado, o pragmatismo auto-proclamado do modernismo, como qualquer outro, tornou-se altamente negligente.</p>
<blockquote><p><span style="color:#333333;"><em>A chave de todo ser humano é seu pensamento. Resistente e desafiante aos olhares, tem oculto um estandarte ao qual obedece, que é a idéia ante a qual todos os seus factos são interpretados. O ser humano pode somente ser reformado mostrando-lhe uma ideia nova que supere a antiga e traga comandos próprios.</em></span></p>
<p><span style="color:#333333;">Ralph Waldo Emerson</span></p></blockquote>
<p>Ora, nesta ideia de <em>comando</em>, adicionada a que <em>para</em> <em>a  nossa razão isto só é pensável  sob o pressuposto de  uma inteligência  suprema</em>, a criação de uma entidade, ou ideia, que supere o Homem, carrega em si o seu próprio sistema de legitimação e estrutura paradigmática.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/daformaedafuncao.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/daformaedafuncao.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/daformaedafuncao.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/daformaedafuncao.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/daformaedafuncao.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/daformaedafuncao.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/daformaedafuncao.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/daformaedafuncao.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/daformaedafuncao.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/daformaedafuncao.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/daformaedafuncao.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/daformaedafuncao.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/daformaedafuncao.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/daformaedafuncao.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daformaedafuncao.wordpress.com&amp;blog=11847193&amp;post=12&amp;subd=daformaedafuncao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Ideia (ou Forma) Platónica</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 21:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lulaassassina</dc:creator>
				<category><![CDATA[História do Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[forma]]></category>
		<category><![CDATA[platão]]></category>
		<category><![CDATA[sócrates]]></category>
		<category><![CDATA[teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia de um motivo, propósito ou origem anterior ao morforma não é uma invenção da (pré-)modernidade. Se encararmos o mote a forma segue a função numa perspectiva teosófica, a proposição aristotélica, de que as coisas servem a um propósito, facilmente nos remete à Teoria das Formas (ou das Ideias) de Platão. Este último interessa-nos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=daformaedafuncao.wordpress.com&amp;blog=11847193&amp;post=5&amp;subd=daformaedafuncao&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia de um motivo, propósito ou origem anterior ao <em>morforma</em> não é uma invenção da (pré-)modernidade. Se encararmos o mote <em>a forma segue a função</em> numa perspectiva teosófica, a proposição aristotélica, de que as coisas servem a um propósito, facilmente nos remete à Teoria das Formas (ou das Ideias) de Platão.</p>
<p>Este último interessa-nos como referencial no tempo e no pensamento, pois o seu periférico – quer como convergência de ideias, como ponto de partida – é determinante para a compreensão dos vectores de pensamento apontados por Platão.</p>
<p>Retomando, Platão formula a Teoria das Formas e Aristóteles concorda, embora com pressupostos vincadamente divergentes. A teoria é simples: existem as Formas – supraentidades de formas (ou ideias, já que εἶδος, o termo que Platão usa, tanto se traduz como <em>aparência</em> ou como <em>ideia</em>) não-materiais e abstractas, num seu mundo próprio, inalteráveis e imortais, que nunca nos surgem manifestadas; reside, neste mundo das Formas, a verdade e esta é inteligível, enquanto que o mundo sensível, ou o dos objectos que conhecemos através das sensações, é apenas uma imitação da ideia ulterior de Forma, portanto, uma ilusão.<span id="more-5"></span></p>
<p>Objectizando, segundo Platão, se um artesão de mobília fabrica uma cadeira, imita a Forma de Cadeiridade; se um artista pintar um quadro de uma cadeira, assim imita uma imitação. Então, na perspectiva platónica, como a arte é duplamente afastada da realidade (ou verdade, i.e. Formas), não poderá ser boa para o conhecimento.</p>
<p>Vale a pena notar alguns aspectos que circundam Platão: as suas ideias eram aristocráticas, provavelmente com o descrédito que veria na democracia – que julgou o seu mestre e que se deixara dizimar por Esparta. É possível, também, como podemos ver na homenagem de Plutarco (discípulo da Academia de Atenas, fundada por Platão) a Licurgo (lendário estadista espartano), que o regime de aristocracia latifundiária/minarquia de Esparta tivesse seduzido Platão. A <em>Utopia</em> de Platão tem, em muito, presente conceitos da organização social e de poder político da Esparta de Licurgo, desde o condicionamento do indivíduo à função social que desempenha, até ao infanticídio dos impróprios à sociedade.</p>
<p>O outro apontamento necessário é o facto de, como discípulo de Sócrates, Platão carregar o purismo orfeico dos pitagorianos, do alcançar da virtude e do bem.</p>
<p>Anterior a estes, Anaximandro de Mileto, um pré-socrático, discípulo de Tales de Mileto, apresentava já uma tentativa de codificação – embora altamente vaga pela dificuldade do tema – de um supra-divino, quase monoteísta, que nos chega com o Sócrates de Platão. A este início de tudo, Anaximandro de Mileto, chama de <em>ápeiron</em> (άπειρον), algo que é infinito, tanto quantitativa (no exterior e no espaço) como qualitativamente (no interior), insurgido e imortal.</p>
<p>Nas concepções religiosas do helenismo clássico, até os próprios deuses estariam subservientes do Destino, a algo ulterior à sua divinidade, como meio de punir a sua irresponsabilidade ou de lhes ensinar a tragédia. Posto isto, o que Anaximandro de Mileto pretendia codificar seria o ultra-divino, para lá do Deuses, enquanto que Platão, com isto, pretendia abolir as lendas de má-conduta destes, pois os humanos, como estariam na mesma condição de subserviência ao Destino, poderiam identificar-se com os episódios dos Deuses, perdendo-se em deleite da ilusão do sensível.</p>
<p>Como já vimos, a posição de Platão é desfavorável à Arte, quer pela dupla ilusão que produz, quer pelo efeito emocional que deixa o espectador “fora de si”, como Platão apresenta no diálogo de Sócrates com o rapsodo Íon, já que a criação da poesia seria um acto irracional em que os deuses interferem.</p>
<p>Contudo, Platão, no Banquete, não se objecta ao belo: apenas o modela à luz da Teoria das Formas; primeiro deveríamos conhecer um corpo belo para que, mais tarde, descobríssemos que todos os corpos são belos por tudo aquilo que têm em comum. Nesta juxtaposição de corpos, à medida que fôssemos adicionando corpos, aproximarmo-nos-íamos da Forma da Corporidade.</p>
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